Esperança Futura


"Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao SENHOR; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face. Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações." (Salmos 22.27-28)

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Ira de Deus

“Vinde, filhos, escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.” (Salmo 34:11)

A ira de Deus é a manifestação da repulsa divina ante toda a iniqüidade produzida pelo homem (Rm 1.18). O homem foi criado com a Lei de Deus escrita em seu próprio coração (Gn 1.26). Contudo, não obedeceu a Deus, caindo em transgressão (Gn 3.6). E tal foi a transgressão do homem que não somente gerou condenação sobre si mesmo, mas sobre toda a Criação (Gn 3.17). Desde então toda a Criação aguarda com angústias e gemidos pela redenção do cativeiro da corrupção (Rm 8.21-22). Na verdade, por meio de um único pecado sobreveio condenação sobre toda a humanidade (Rm 5.18). E essa condenação é a morte, e não somente a morte física, mas a morte espiritual (Ef 2.1).

Contudo, o homem não somente não obedeceu a Deus, como também consentiu com outros que desobedeciam (Rm 1.32). E por causa das contínuas desobediências dos homens, viu Deus aumentar a maldade do homem sobre a terra, até se tornar continuamente mau todo o desígnio do coração humano (Gn 6.5). O coração enganoso do homem se tornara desesperadamente corrupto (Jr 17.9). Até mesmo as obras de justiça dos homens nada mais eram senão trapos de imundícia (Is 64.6). Não houve mais quem buscasse a Deus por meio de sua livre vontade (Rm 3.11). Não houve mais quem fizesse qualquer tipo de bem por meio de sua livre vontade (Rm 3.12).

Em função de toda essa maldade, Deus fica indignado diariamente (Sl 7.11). E sua indignação não é somente contra os pecados dos homens, mas também contra os próprios homens, que são pecadores (Sl 5.5). E o que agora vemos não é ainda a perfeita manifestação dessa ira de Deus, pois esta somente se manifestará após o julgamento final (Ap 20.12). Os homens serão julgados segundo suas obras, e todo aquele que não tiver seu nome inscrito no livro da vida será jogado no lago de fogo (Ap 20.13,15). Lá já estará o diabo, a besta e o falso profeta, e serão todos atormentados por Deus por toda a eternidade (Ap 20.10).

Tais ímpios não prevalecerão no dia do juízo (Sl 1.5). Eles não conseguirão subsistir no dia do juízo (Sl 130.3). Não haverá sequer quem consiga ficar de pé (Ap 6.17). Deus já preparou para esse dia todos os seus instrumentos de morte, preparou todas as suas flechas inflamadas (Sl 7.13). O peso do tormento será tal que as grandes autoridades desse mundo clamarão para que montanhas caiam sobre elas e assim as livrem da ira do Cordeiro (Ap 6.16). E assim o é por que o nosso Deus é fogo consumidor (Hb 12.29). Essa é a perfeita e justa manifestação da ira de Deus contra os homens por suas transgressões cometidas em toda a sua vida, a segunda morte, o lago de fogo (Ap 20.14). E essa justiça será satisfeita com toda a certeza, por que Deus, na sua ira, jurou por si mesmo que os ímpios não entrarão no seu descanso (Sl 95.11).

Por tudo isso, cabe ao homem viver em santo temor e reverência (Hb 12.28). Todos os povos devem tremer, pois quem reina é o justo Senhor (Sl 99.1). E se o homem não se converter, Deus afiará ainda mais a sua espada, e o seu arco já está pronto (Sl 7.12). Mas em Cristo, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, há livramento da ira vindoura (1 Ts 1.10). Jesus Cristo veio ao mundo para dar a sua própria vida em favor do seu povo (Jo 10.28). E esse povo ouve e conhece a voz de Cristo (Jo 10.27). No momento certo, e mediante o lavar regenerador do Espírito Santo, todo o seu povo será salvo (Tt 3.5). Eles ouvirão o anúncio da proximidade do reino de Deus, e todos se arrependerão e crerão no evangelho de Jesus Cristo (Mc 1.15).

Diogo.

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